Na noite silente, calma e amiga comungas a dor
E na alvorada constante do teu desencanto
sofres a vida em tristeza e temor
Aquieta teus olhos pousados no chão
... Pacifica essa noite existente e vencida
Reergue-te assim do abismo gracio
Onde as asas te consomem no sonho perdido
E de olhos no céu e com mãos em dádiva
Mãos abertas de piedade e mágoa
Sorri, afinal, pela tua oração
acordando baixinho de um sono refém
E na luz do olhar, do deserto e da noite
Encontra as pegadas que um dia perdeste
Levanta-te pó, cinza e cera
que as velas da vida maceraram em ti
Na morada caótica da aflição e dor
Moram também espamos de luz
Faz-te e refas-te
com tudo e com nada que tenhas em ti
E o vento que lava, que traz e que leva
adormece no colo do desejo e sentir
E retomando, por fim, o mesmo caminho
em glórias e fracassos de um único ser
entrega-te ao dom, à vida e à morte
em sois de alegria perturbada e veloz.
Teus olhos cansados dizem na noite o brilho da luz.
E num deserto sereno erguem-se, também, poços de amor
Luares da alma em gotas imensas saciados de paz
E serás para sempre imagem cravada na chuva que dorme.
E em ciclos eternos de dor e de paz
Em convulsões amenas de um hábito antigo
Descobres que não há universo sem ti
Nas constelações perdidas dos que teu mundo povoam.
E na alvorada constante do teu desencanto
sofres a vida em tristeza e temor
Aquieta teus olhos pousados no chão
... Pacifica essa noite existente e vencida
Reergue-te assim do abismo gracio
Onde as asas te consomem no sonho perdido
E de olhos no céu e com mãos em dádiva
Mãos abertas de piedade e mágoa
Sorri, afinal, pela tua oração
acordando baixinho de um sono refém
E na luz do olhar, do deserto e da noite
Encontra as pegadas que um dia perdeste
Levanta-te pó, cinza e cera
que as velas da vida maceraram em ti
Na morada caótica da aflição e dor
Moram também espamos de luz
Faz-te e refas-te
com tudo e com nada que tenhas em ti
E o vento que lava, que traz e que leva
adormece no colo do desejo e sentir
E retomando, por fim, o mesmo caminho
em glórias e fracassos de um único ser
entrega-te ao dom, à vida e à morte
em sois de alegria perturbada e veloz.
Teus olhos cansados dizem na noite o brilho da luz.
E num deserto sereno erguem-se, também, poços de amor
Luares da alma em gotas imensas saciados de paz
E serás para sempre imagem cravada na chuva que dorme.
E em ciclos eternos de dor e de paz
Em convulsões amenas de um hábito antigo
Descobres que não há universo sem ti
Nas constelações perdidas dos que teu mundo povoam.


13 comentários:
Adorei ler Daniel. Obrigada, um beijo :))
E na luz do olhar, do deserto e da noite
Encontra as pegadas que um dia perdeste«««« Fabuloso!!!
Obrigada, Daniel, pelo universo de palavras aqui deixado.
Um beijo :)
Perco-me no meio do encanto do que escreve..! bjinho Daniel
Daniel, boa tarde,
Perscruto neste poema genial como que uma ode a quem percorrendo as noites de profundas trevas de caminhos outros cheios de dor e lágrimas onde apesar de tudo "Na morada caótica da aflição e dor moram também espasmos de luz”!
Um hino de esperança?
Um poema sublime, que já li várias vezes e que contém muito para reflexão.
Muito obrigada.
Beijinhos com a minha admiração.
Ailime
.
.
. quando a poesia é uma força una . e um convite à "ergueza" . então . poderemos dizer que a poesia atingiu o fim a que se destinou . como princípio de uma nova caminhada . rare.feita .
.
. abraço.te .
.
.
Lobinho,
Um hino à esperança?
Um hino ao renascimento, à importância da vida.
Beijinho.
"Aquieta teus olhos..." que o univers não existe sem ti...adoemece no meu colo e descansa de tuas mágoas de dias em fúria ,sem glória...nem ameias de bandeira asteada...
Adorável...
Maravilhoso poema que me lembra que "eu" pertenço ao universo que se renova todos os dias e onde tenho o meu espaço para me erguer tambem...
Beijo.
Graça
Meu querido Daniel
O que dizer deste poema, se me encontrei em cada palavra...apenas o senti...em silêncio...como se fosse uma oração.
Deixo um beijinho
Sonhadora
"Faz-te e refas-te
com tudo e com nada que tenhas em ti
E o vento que lava, que traz e que leva
adormece no colo do desejo e sentir"
Esta parte tocou-me, profundamente.
Como já devo ter dito, não sou crítica; apenas gosto de ler, sentindo, poesia. Gostei imenso.
Obrigada pela sua visita e pelos tão gentis comentários.
Não sei que dizer, perante a sensibilidade no teu poetar!
É talvez uma faceta que estou a descobrir em ti! E como gosto de te ler, nestes sentimentos aspergidos de mar.
As duas últimas estrofes 'tocaram-me' de um modo muito intimista...
Um beijo querido amigo,
(o tema "The Hunter" é inolvidável)
Fabuloso, Daniel. Que perfeita harmonia de palavras!
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